Estreio-me neste blogue com a sensação de quem vai para o primeiro dia de ginásio não fazendo desporto há bastante tempo. Há largos meses que não escrevo nada.
Hoje é um dia bastante simbólico, é o dia do trabalhador. Um dia celebrado como feriado em diversos países pelo mundo fora e cuja origem do mesmo remonta a 1886 derivado a uma gigante manifestação ocorrida no Estados Unidos da América por trabalhadores que exigiam a redução da jornada de trabalho para 8 horas. Em 1890 finalmente o congresso americano acedeu às pretensões dos trabalhadores americanos. Curiosamente o colosso norte-americano nunca reconheceu o 1º de maio como feriado.
Nos dias que correm, ter trabalho é considerado, de certa forma, um privilégio. Pessoalmente, considero que a palavra privilégio deveria ser usada quando o indivíduo tem um emprego em que se sente bem, seja pelo que faz e/ou pelo que ganha. Mas a doutrina do obscurantismo, cujas elites económicas e políticas reproduzem geração após geração encontram-se mais eficazes que nunca. Conforma-te pois tens vivido acima das tuas possibilidades, tens sonhado acima das tuas hipóteses. Austeriza-te pois não és um valor acrescentado. És um parasita que tem de alimentar a máquina, e que mais na tarde na velhice se tornará dispensável.
Termino dizendo, que precisamos de mais 25 de abril, de mais 1º de maio, infelizmente julgo não ser possível tão cedo. A máquina está demasiado bem oleada. Eles comem tudo Zeca.
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