terça-feira, 10 de junho de 2014

É o Futebol

Está aí a chegar o mundial de futebol 2014 realizado na mãe adoptiva do futebol, o Brasil. Para mim a nível futebolístico não há nada de tão mágico como esta competição, principalmente quando Portugal participa.
Selecções de todos os pontos do globo, estilos de futebol dos mais variados, culturas completamente opostas, países com divergências históricas defrontam-se nos relvados à procura do brio e da glória. O mundo inteiro vai estar no Brasil, e nós vamos participar no mundial mais afectivo de sempre, esperemos que essa motivação funcione a nosso favor. Aguardamos também, que o Cristiano Ronaldo apareça em forma e completamente recuperado da lesão. E que jogadores como Moutinho, Coentrão, Pepe (até agora tocado) estejam também ao mais alto nível pois são vitais. Na minha modesta e suspeita opinião, William Carvalho deveria ser titular, pode ser importante contra a Alemanha defensivamente, e contra o Gana que é uma equipa poderosa fisicamente e que deu 4-0 à Coreia do Sul ontem. O nosso grupo não são favas contadas, apesar de não conhecer a equipa dos Estados Unidos tenho lido críticas elogiosas à formação orientada por Jurgen Klinsmann. No entanto penso que temos todas as condições teóricas para passar, temos é que jogar com garra, com alma, e os jogadores têm que estar à altura daquilo que são. Apesar de haver selecções favoritas, eu espero um mundial cheio de surpresas. Estou curiosíssimo para ver ver quase todas as selecções, com a Bélgica à cabeça. Tenho grandes dúvidas, será a Bélgica apenas um conjunto extenso de jogadores talentosos, ou um equipa com condições para chegar longe e causar uma grande surpresa neste mundial? Colômbia? Chile? Uruguai? Acho que há condições para também chegarem longe apesar de não haver Falcão, e de Vidal e Suarez chegarem em condições físicas duvidosas ao mundial. Vamos ter uma Inglaterra jovem, bastante atractiva na constituição dos seus seleccionados. Uma França também com qualidade, que só não a considero candidata ao título porque Ribery e Nasri não podem fazer o mundial por razões diferentes. Uma Argentina com Marcos Rojo é uma selecção que pode aspirar ao título mundial. Croácia Rakitic, Modric, Mandzukic, Srna, vamos ter surpresa já esta quinta na estreia do mundial?? Haveria muito mais a falar de mais equipas e provavelmente voltarei a escrever acerca do mundial. Que seja uma competição de futebol espectacular, de golos, de surpresas, de performances do outro mundo, que as estrelas que estão no mundial estejam ao melhor nível, e que acima de tudo tenhamos Portugal campeão do mundo. VAMOS PORTUGAL

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Cartão de visita: Pessoa Ocupada

Ando sempre a correr enquanto apenas ando. Agitação interna que quando exposta ao público provoca convulsões de sintomas de ocupação porque o nada não chega.

A percepção de não estar a fazer nada cresceu com o meu crescimento. Agora se estiver numa esplanada à espera sozinho vou estar a mexer no telemóvel a parecer ocupado, não vão os outros pensar que não estou a fazer nada…Se passar por um grupo de pessoas, estou à procura de qualquer coisa no bolso, não vá o júri sentir que estou pouco natural ou a andar mal...Durante uns tempos passeava com um dos Ferraris da ocupação, o tabaco, fazia-me estar sempre a fazer qualquer coisa paralelamente ao suicido gradual que se comete a cada bafo. Aqui quem quiser ser mesquinho pode perguntar o que é a vida se não um suicídio progressivo? Na minha opinião é viveres com intensidade muitas vezes…aí o tempo diluí-se na vida e com isso a ideia de inevitabilidade. Tens , por exemplo, semanas que passaram em horas para ti, mas tens segundos,como por exemplo quando bates com o carro, que parecem ter demorado mais que estas semanas. A discrepância reside na forma como vives o acidente sem preocupação com o que pensam ou com o que pareces, estas só ali, focado no que estas a viver e sensível a tudo o que envolve o momento. É para mim a diferença entre um tipo de vida e outro, a intensidade. És programado para antecipar o que os outros pensam, é cultural, desde as primeiras comunidades é uma fórmula que salva vidas e cria hierarquias, mas precisas de equilíbrio e de te esqueceres mais vezes deste lado. Viver acima de sobreviver..

Paradoxal, mas apenas é possível Viver, combinando a intensidade com equilíbrio, se levares à letra o carpe diem também és menino para falecer antes de puder experimentar muito do que esta no menu da tua vida...Mais contraditório, eu do cume da minha sapiência escrevo isto mas, vivo inquieto com tiques de ocupado a cada esquina da minha rotina. Estou empenhado em melhorar e ficar vulnerável a ser ridículo e estar desconfortável mais vezes, para ser mais parecido com uma melhor versão de mim,mas está difícil contrariar o meu próprio  movimento... Como diria um guru da comunicação num café ao ensinar-me um truque com elásticos: 

Treina Nobre, treina...  

DN