quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Não pensei nisso

Um golo quando o otimista já tinha decidido que não era dia para si, a terra dos irmãos Laudrup a levar um choque de realidade. Metáfora de uma vida que por vezes parece mais uma representação de um caso de síndrome de Estocolmo em que no papel de agressora, a vida, num pequeno gesto de consideração no meio de maus tratos cria uma magia digna da persistência das próximas provações. Como a magia, esta excepção tem truque…
Mais um golo do melhor do mundo, o exemplo vivo de alguém que trabalhou no limite das suas capacidades na área que ama e que triunfou. Maldição ou benção, o atraso de vários anos em relação ao mundo, traz agora o sonho português. Trabalha ao máximo e conquista o mundo além fronteiras, o sonho português é grande demais para se manifestar “SÓ” em Portugal, os navegadores não descobriram boas praias em Portugal, mas sim o não explorado na vastidão do globo. Deviam criar uma série como os “Vikings” mas da Época dos descobrimentos, se fosse feita com uma fotografia semelhante os relatos sobre o nosso enredo em princípio até batem os Vikings…Mas para outro texto…
Neste texto comecei a andar com o carro sem destino, pensei voltar atrás quando parei para por gasolina ou quando percebi que a emoção e a memória não se criam em 5 minutos…Vou continuar a andar, numa incursão contra a apatia e é aí que te descobres. Quando a apatia deixou de ser solução, quando a previsibilidade deixou de ser segurança e passa a ser uma comichão, aí começas a esticar as tuas formas e começas a ver qualquer coisa. O medo desse “qualquer coisa” ser alguma coisa de embaraçoso ou de não ser normal e aceite também condiciona, mas quando pensas - que se foda e vais –Uma vez, duas, perdes a conta e não pensas que se foda, mas simplesmente não pensas para além da tua visão isso és tu e este texto também sou eu.



DN

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Desenvolver um texto em quatro minutos

Estou a tentar uma ideia nova, seguramente vou tentar outras vezes, resumidamente é:
 Num tempo limite (a definir pelo próprio) começar a escrever sobre qualquer coisa que te apeteça e não perder grande tempo a corrigir, porque vai roubar tempo da escrita e contrariar o objectivo. Tentar um texto tão puro quanto possível e perceber para onde é que vai a tua criatividade. Uma espécie de improviso em estilo livre, mas na escrita.
Neste primeiro ensaio fui pelo seguro e é mais descritivo do que livre:

"Este texto é uma experiência, consiste em durante quatro minutos
escrever sobre qualquer coisa que esteja a pensar sem rever frases ou
reorganizar ideias.
Acabo de chegar do novo ritual da hora de almoço, phones com ele, à
janela com a janela aberta a aproveitar este dia de sol que se perdeu
e veio aqui parar à zona dos dias frios. Em pleno Outono tenho passado
a hora de almoço com o Luís Sepúlveda. Temos uma conversa silenciosa
que ele não sabe que teve e que eu nunca antecipo como acontece.
Voltei agora a funções ainda com o bálsamo das grandes ideias no peito
a engolir golfadas de ar puro enquanto volto para a falta de ar que
são as pequenas preocupações, como ter dinheiro..."


DN

sábado, 25 de outubro de 2014

Ébola – a minha teoria da conspiração

Neste texto não vou aprofundar a minha opinião, vou misturar a minha opinião com a minha imaginação.
O Ébola já provocou milhares de mortes, sei que os primeiros hospedeiros do vírus foram morcegos que se alimentam de fruta (antes não sabia que existiam morcegos que comiam fruta), sei que quem descobriu o vírus, numa aldeia algures no Zaire, para evitar o estigma que ia provocar baptizar o vírus com o nome da aldeia deu o nome do rio que ali passava, o Ébola.  Taxa de letalidade entre 50 e 90% e sintomas iniciais parecidos com os de uma qualquer gripe, o que é um “miminho” para o pânico.Recentemente em Espanha, um missionário que foi contaminado em África morreu e uma das enfermeiras que o tratou foi o primeiro caso de contágio a acontecer já na Europa. Acho que não sei tanta informação de mais nenhuma doença.
A parte que me interessa, para este texto, é o que eu não sei. O cão desta vítima do vírus, história sobejamente conhecida, terá sido abatido pelas autoridades Espanholas sem se ter confirmado se estava contaminado. Escrevo terá  porque tenho muitas dúvidas sobre o que aconteceu. Supostamente não existem casos verificados em que um cão seja portador do vírus, embora exista a teoria de que podem transportar o vírus de forma assintomática. Agora temos um cão, fechado numa casa, portanto isolado naquele momento, que esteve em contacto com um humano infectado. Uma oportunidade de estudar de forma mais próxima o comportamento do vírus no animal, caso o mesmo fosse portador, eventualmente podíamos testar a possibilidade de se transmitir de animais domésticos para pessoas e vice-versa. As autoridades Espanholas e até as internacionais, não pensaram nisto…? Claro que pensaram!
O cão de certeza que não ia cumprir as regras de prevenção… Agora qual seria a reação das pessoas se soubessem que os cães podem transportar a doença e passá-la aos humanos? Á distância da televisão somos todos ponderados e tolerantes. Mas num cenário hipotético, imagina se a doença chegar a Portugal, sendo que a taxa de letalidade é elevada era possível acontecerem vítimas mortais. Imagina o pânico das pessoas quando ouvissem alguém tossir no metro, quando tivessem febre ou quando soubessem de alguém com sintomas,que recordo são numa fase inicial semelhantes aos da gripe. Quantos casos de gripe haverão só no Outono? Tudo isto instigado pelo medo espalhado pelos média.
Neste cenário de início de walking dead, imagina que os cães são um veículo silencioso da doença. Um cão de rua ia tornar-se o papão, o cão do teu amigo ia-te deixar desconfiado e o teu ia levantar um dilema moral e quando as coisas se colocam nestes termos, entre um cão e uma pessoa, na dúvida a balança ia pesar para o mesmo sítio em muitos casos e era um perigo do animal entrar em extinção. 

Acredito que o excalibur foi levado pelas autoridades para análise e para evitar a onda mediática e quem saber proteger os animais domésticos a história foi contada assim.  Complicado depois de tantas teorias que foram apelidadas de rebuscadas e mais tarde se confirmaram não ser(Como por exemplo escutas dos Estados Unidos ao mundo, quantos acreditariam “de caras” antes de se saber e quantos apelidariam de rebuscado?) é tentador especular.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

O regresso do Blog II - Agora é pessoal!

Saber que alguns amigos conhecem a existência do meu blog fez-me imaginar que, num primeiro impacto, acabaria por trazer mais filtros no tema e na própria escolha de palavras. Pensei que quando voltar a escrever vou sentir-me demasiado consciente de mim próprio, excessivamente analítico e isso vai resultar num texto contrafeito de um texto escrito por mim antes destas novas condicionantes…Mas depois acabei de dizer o nome do blog a esses amigos e passou-me…
Se calhar durou um bocado mais do que esses três segundos, mas não muito mais. A opinião deles conta, mas não foi o que me levou a começar o blog. Para além disso eu não sei sobre o que é que eles querem ler. Nem sei o que se espera ao vir a este blog. Sei sobre o que quero escrever e mesmo isso nem sempre é claro. Só consegui identificar dois constrangimentos, o primeiro foi a necessidade de fazer uma referência a essa situação na minha introdução sobre o regresso ao blog e o segundo, o raciocínio de que faz sentido ser mais pessoal...Sem a ingenuidade de tentar dar respostas que não tenho, fazer por partilhar mais perguntas que tenho, sem escorregar para existencialismos ou tentativas falhadas de filosofia (até porque que isso já faço naquele bocadinho entre o fim da saída à noite e o ir dormir e não me queria estar a repetir com alguns deles).
 Já tenho dois textos escritos, estava a adiar esta parte da introdução porque, apesar de achar que faz sentido existir, não estava mortinho para a escrever. Esses textos vão ser postados ao ritmo da escolha de jogadores para o onze do Porto, um em cada dia..Agora para fim de texto, parece-me bem um:  adb864i&/(4FugU498()8g e aquele abraço!

DN